quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Estudante com diferencial


Recentemente, fiz uma palestra para alunos de 9º ano da escola que trabalho. O tema central aborda algumas opções que eles terão a partir do ano escolar, como a seleção para o IFRN. Um dos pontos chamou bastante atenção dos alunos e que percebi ser adequado compartilhar com os leitores deste Blog. Fala sobre sugestões de posturas que um estudante pode adotar para melhor aproveitar as oportunidades que a vida escolar e acadêmica proporciona. Essas posturas, na verdade, foram resultado de algumas pesquisas realizadas em mídias (revistas e vídeos, principalmente) voltadas para a Educação e algumas para a área empresarial.

Peço aos leitores que analisem bem tais sugestões e que comentem sobre a sua eficiência ou não para que eu possa melhor refleti-las e, se necessário, modificá-las ou até mesmo substituí-las por outras mais eficientes.
São elas:

  1. A importância de aprender com o Passado, de aproveitar o Hoje e projetar o Futuro: o passado como lição e não como algo que devemos nos apegar de forma a nos paralisar as ações no presente. O presente como as oportunidades de crescimento que precisam ser aproveitadas. O futuro como perspectiva e meta;
  2. Espírito de Iniciativa: muito valorizado em todos os âmbitos sérios de atividade humana. Exemplo disso, são as escolas e universidades (públicas ou privadas) que realmente valorizam o estudante dedicado e consciente de suas atribuições e necessidades de crescimento acadêmico;
  3. Escolha de metas e manter o foco nelas: bastante necessário para a realização de projetos de da vida escolar e acadêmica, principalmente no mundo atual que proporciona informações e atividades diversas, podendo levar à distrações e a eventual peda de foco;
  4. Gosto pelos estudos - "Paixão por aprender!": na literatura educativa atual, percebe-se uma mudança de valorização do conteúdo estudado para o gosto pela aprendizagem. Não é o que se aprende que é mais importante e, sim, o ato de aprender. Isso envolve o aprender a aprender e a abertura mental para aprender assuntos novos e desafiadores;
  5. Aprendizagem e desenvolvimento de habilidades de pesquisa: perfil notável que precisa ser alimentado nos estudantes, particularmente porque auxilia decisivamente em seu desenvolvimento acadêmico e futuramente profissional. Envolve pontos, como: saber problematizar a realidade; buscar e gerenciar informações; analisar e refletir sobre as informações adquiridas; socializar com seus pares de pesquisa ou com o público em geral, através de diversos meios (revistas, internet, rádio, etc.);
  6. Desenvolvimento da autonomia intelectual e emocional: aprender a pensar, confiando nas potencialidades intelectuais próprias e a comandar as próprias emoções, procurando sempre o equilíbrio, não permitindo que elas se transformem em um bloqueio para o crescimento pessoal e acadêmico. Duas as atitudes discutidas na palestra foram: 1) a questão de aprender a não depender das opiniões alheias para a tomada de decisões relevantes para a vida, mas sim refleti-las e avaliar sua conveniência, e 2) a necessidade de não permitir que o outro decida como devemos proceder na vida estudantil e a nossa formação acadêmica;
  7. Desenvolvimento do "Espírito de Criatividade": procurar encarar velhos problemas e desafios de uma sob um novo olhar, assim como resolver problemas novos de maneira ousada;
  8. Participação em Olimpíadas de Conhecimento: isso ajuda bastante em abraçar novos desafios, a exercitar a criatividade e a buscar destaque no mundo acadêmico-escolar;
  9. Buscar ser útil para a sociedade: uma boa maneira para isso é participar de projetos sociais que proporcionem um espaço para que o indivíduo possa contribuir para o desenvolvimento de seu meio social, praticando a solidariedade das mais diversas formas;
  10. Respeito aos professores: estes, cada qual segundo suas possibilidades, formaram-se para ajudar os estudantes, e a comunidade escolar em si, a desenvolverem seus potenciais. Por isso merecem consideração e respeito.
São essas as posturas trabalhadas na palestra. Peço ao leitor que envie seus comentários, sugerindo acréscimos ou reduções.
Grande abraço a todos!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Estudante Internacional

Ultimamente venho assistindo a vídeos e lendo alguns artigos de revistas sobre pessoas que estão estudando fora do Brasil, principalmente nas Universidade mais conceituadas do mundo e particularmente em nível de graduação. Venho percebendo que este fenômeno constitui-se em algo crescente e que merece de pesquisadores, principalmente da área Educacional, atenção especial. Vou chamar tais pessoas de Estudantes Internacionais.
Esses estudantes vivem, pelo que interpreto, um momento histórico propício para que possam dispor de oportunidades de integrar instituições de ensino superior referências em seu país e no planeta. Logicamente que desde muito tempo que há ações que proporcionam a saída de estudantes de sua nação para estudar fora dela. No entanto, vejo que atualmente isso está ocorrendo de forma bastante acentuada, uma espécie de "invasão organizada" de estudantes estrangeiros. Listo alguns fatores que tornam (ou contribuem para tornar) realidade:
  • Consciência mais global por parte das famílias brasileiras, nas quais pais e mães estão incorporando o pensamento da globalização, fazendo com incentivem mais seus filhos a desejaram uma melhor qualidade de ensino em âmbito internacional;
  • Acesso a um conteúdo portentoso de informações (particularmente pela Internet) que acabam por gerar, também, uma sensação de "internacionalização" do conhecimento e de sua construção, e um desejo, assim creio, de fazer parte desse processo;
  • Efeitos de estudo de línguas estrangeiros (em destaque, o Inglês), tendo efeitos mais expressivos nos dias de hoje;
  • O progresso das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação), tornando mais aperfeiçoado e rápido o acesso ao conhecimento;
  • O programa Ciência sem Fronteiras, criado pelo governo brasileiro através de uma parceria entre os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, disponibilizando bolsas de estudos (integrais ou parciais) a jovens e adultos que são escolhidos por critérios rigorosos para estudarem em Universidades estrangeiras que ofereçam desenvolvimento para seus temas de estudos;
  • Investimento maior de Universidade estrangeiras de ponta em oferecer diversos conteúdos de seus cursos a estudantes de todas as partes do mundo através da Web, por vários tipos de plataformas, como a edX.
Logicamente, não tenho a pretenção de ter listado todas as razões para o fenômeno aqui discutido, porém, creio ter disposto alguns aspectos que, pessoalmente, venho utilizando para interpretá-lo.  Um coisa é certa: o fenômeno está aí e não pode ser ignorado. Precisa ser estudado, pesquisado, refletido, analisado e extraído dele o que há mais de positivo para a nossa sociedade em particular e da sociedade global, como um todo.
Em breve, escreverei mais sobre os assunto. Tentarei aperfeiçoar meu conhecimento sobre esse tema fascinante e instigador.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Do Rio Grande do Norte para o Mundo!

Dois estudantes de graduação em Química do Instituto Federal do RN, unidade Pau dos Ferros, foram escolhidos para estudarem em Roma, Itália, pelo programa Ciência sem Fronteiras. Estela Nayara e Raimundo irão aprofundar seus conhecimentos e suas relações sociais na Europa, continente que possui larga referência na produção de conhecimento e na alta qualidade de pesquisa. Um conjunto de fatores os levaram a essa feliz condição de oportunidade de intercâmbio de conhecimento: o programa Ciência sem Froteiras, a qualidade de ensino do IFRN/Pau dos Ferros, o apoio da família incentivando constantemente aos estudos e a determinação de nossas personagens.

"De oportunidade que aparece eu tento me encaixar (...) para (...) a melhor formação possível", palavras de Raimundo.

Estela e Raimundo, dois jovens inspiradores que mostram o exemplo de dedicação, foco e interesse em melhorar sempre sua condição como estudante e como pessoa. Pessoalmente, desejo tudo de bom a eles, muito sucesso e mais desafios em suas vidas!

Veja reportagem do IFRN em Pauta.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ótima reportagem!

Uma reportagem veiculada pelo Fantástico, abordou um pouco da vida de três brasileiros especiais que estão estudando em Universidades norte-americanas: Gustavo Haddad Braga (MIT - Massachusetts Institute of Technology, referência mundial em ciência e tecnologia); Tábata Amaral Pontes e João Henrique (Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo), concedem breve mas rica entrevista falando um pouco sobre sua vida nas referidas instituições.

Vale a pena conferir! Sirva a todos de inspiração, principalmente para aqueles que sonham estudar, um dia, em universidades de excelência, dentro ou fora do Brasil.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ashley Dawn Loggins - Incrível Exemplo de Inteligência e Dedicação

Pesquisando no Youtube sobre pessoas com alto desempenho intelectual, encontrei uma reportagem sobre uma jovem norte-americana, Ashley, que muito me emocionou, não só apenas pela sua capacidade fora do comum em aprender e raciocinar, mas, sobretudo, pela sua força de vontade e dedicação nos estudos, muito embora enfrentasse grandes dificuldades.

Há também um diálogo um tanto interessante sobre a realidade da Educação Brasileira, em especial a Educação Superior. Pessoalmente, tenho comigo preocupações sobre este último tema, principalmente quando se fala em qualidade de ensino. Pelo que tenho lido, ouvido e acompanhado (mesmo que de forma incipiente), sinto que muito falta para que o Brasil, em termos de ensino superior, atinja um patamar de alta qualidade. Acredito que precisamos "arrumar" melhor nossas Universidade, principalmente as faculdades. E para tornar mais clara e objetiva minha fala, cito necessidades, como: valorização profissional dos professores, oferecendo-lhes mais formação pedagógica; maior incentivo ao aluno no que diz respeito à pesquisa e produção do conhecimento, não apenas o limitando à reprodução de informações encontradas em livros, periódicos, internet ou outros; implantação de bases de pesquisa em muitas faculdades que não contemplam esta modalidade de atividade de formação superior; a reformulação da grade curricular de instituições de ensino superior que ainda insistem em manter uma postura de certo distanciamento do contexto social de seus alunos, do mercado de trabalho e, principalmente, da própria vida e as descobertas mais recentes sobre seus fenômenos; etc, etc, etc.

Convido a todos a assistirem ao vídeo e fazerem suas reflexões em torno do exemplo dessa verdadeira lutadora que fez e faz a diferença!

Grande abraço!

domingo, 5 de maio de 2013

É necessário educação para estudantes dotados e talentosos?


Primeiramente, quero pedir desculpas aos meus leitores pelo atraso nas postagens. Realmente estou em dívidas com vocês. Farei o possível para que isto não ocorra mais, ou pelo menos com muita frequência. Bem, dito isso, vamos ao assunto.

Dentre os vários mitos que cercam crianças e adolescente dotados e talentosos é o de se pensar que eles não precisam de educação, em seu âmbito de instrução, pesquisa e acompanhamento, assim como um trabalho ético para desenvolver-lhe a moral. A lógica que alicerça tal certeza é a seguinte: como tais pessoas possuem capacidade acima da média para aprenderem, podem ser deixados sozinhos para desenvolverem suas tendências.

Até certo ponto, essa visão tem uma razão de ser, uma vez que, quando identificado o sujeito com dotação e talento, percebe-se um ser que se revele com um poder de aprendizagem em uma ou várias áreas do conhecimento humano que pode impressionar profundamente o observador, ou até mesmo chocar, dependendo do tipo de potencial descoberto. Vê-se, em alguns casos, uma aparente autonomia para tudo compreender sem ser preciso orientador de outra pessoa, embora esta já possua certa experiência em tal ou tal conteúdo.

Porém, isso se constitui um equívoco que muito contribui para obstaculizar iniciativas de atendimento a crianças e adolescentes dotados e talentosos. Apesar de assim se mostrarem, não possuem garantias de que vão desenvolver seus potenciais simplesmente por tê-los. É imprescindível o apoio dos mais experientes. Estes podem ser oriundos da própria família, pessoas de sua comunidade (comerciantes, professores de artes, empresários, líderes comunitários, fabricantes, etc), acadêmicos (professores e estudantes), etc. Todos aqueles que tenham algo a oferecer, enriquecendo a diversidade de opções. Pessoalmente, penso que não se pode escolher qualquer indivíduo para ensinar o público aqui em questão, mas sim aquele que possua reais condições de saber/conhecimento, de experiência e de conduta moral para servir de exemplo em termos de comportamento. Entretanto, isso é um outro ponto a ser abordado e em outra postagem.

Um exemplo de acolhimento e de orientação a crianças e adolescente dotados e talentosos digno de nota é o CEDET (Centro de Desenvolvimento do Potencial e Talento) e da ASPAT (Associação de Pais e Amigos para Apoio ao Talento), ambos com cede em Lavras, Minas Gerais. Com base nas diretrizes teórico-práticas da professora doutora Zenita Cunha Guenther, PhD em Psicologia, pesquisadora incansável na área da Educação Especial, particularmente no tema da dotação e talento, estas instituições dão suporte às crianças e adolescentes dotados e talentosos, ajudando-os a suprirem suas necessidades educativas especiais em suas especificidades, dependendo de suas tendências.

Muito diferente do que se encontra nas escolas em geral, pois são estruturadas para atender os de pensamento mediano, ou seja, os que se apresentam média. Apesar de legítimos avanços no pensamento pedagógico que apontam para a urgência de novos instrumentais para as instituições educativas e para profissionais mais bem preparados para coordená-los junto aos estudantes, assim como de um programa de formação continuada, ainda se observa velhas práticas que traduzem despreparo profissional ou a persistência de um sistema arcaico e conservador de ensino, que mais obstaculiza do que ajuda ao seu público a avançar na aprendizagem.

Pode-se mesmo ter escola adequadamente estruturadas, com diversidade abrangente de ambientes de aprendizagem, com laboratórios de informática e de ciências, sala de leitura climatizada e com acervo amplo de livros e revistas, auditórios para apresentações várias, espaço rico para convivência... no entanto, os responsáveis por coordenar as atividades que ali acontecem se mostrarem presos a um conceito desatualizado de educação, formas ultrapassadas de se conceber o processo de ensino-aprendizado e sua forma de avaliação (a mais comum é a avaliação classificatória) e com profundo desconhecimento sobre os princípios que regem a educação especial, especialmente os que tratam dos que estão acima da média.

Conheço laboratórios de ciências que mais parecem depósito de livros didáticos (a gestão da escola não encontram um local para colocá-los e os entulham no laboratório "temporariamente") e com materiais com prazo de validade vencido. Vários professores, por não se acharem capazes de manusearem instumental específico (um dos motivos é porque não tiveram formação acadêmico-escolar para tanto), simplesmente se abstém de levar seus estudantes para o laboratório de ciências, salvo quando há um profissional responsável para reger o laboratório. Logicamente, a situação é mais patente quando se trata de escola pública, inclusive sendo bastante difícil os gestores estaduais, municipais e escolares investirem em profissionais para ambientes especializados, como os já citados.

Ao contrário da realidade supracitada, a parceria entre o ASPAT e o CEDET oferece uma estrutura pedagógica que se preocupa com as especificidades de cada indivíduo atendido. Este é acompanhado atentamente, tanto na escola formal/regular, como em seu ambiente familiar, assim como na própria instituição, ajudando-o a descobrir e a desenvolver o mais adequadamente possível o seu potencial e talento. Por muito se preocupar com o ser em sua especificidade, busca alternativas para dar-lhe suporte educativo, por exemplo, buscando parcerias com profissionais (liberais ou não) da própria comunidade ou do âmbito acadêmico.

A criança e o adolescente dotados e talentosos, encontram, portanto, um verdadeiro espaço onde podem encontrar orientação segura e constante para seu potencial. Um verdadeiro oásis para "matarem" sua sede de conhecimento e realização!

Se eles precisam ou não de educação, de um tratamento pedagógico especial, não há dúvida quanto a isso. Penso que não se deve mais perder tempo com tal dúvida. Necessário é que se invista tempo, capital e recursos (humanos e materiais) para suprir as deficiências de atendimento aos mais capazes, aos que são dotados e talentosos, seja no processo de sua identificação, passando pelo seu acolhimento e, enfim, o oferecimento de uma educação que sintonizada com suas legítimas necessidades.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho do CEDET e sua parceria com a ASPAT, sugiro o vídeo aqui postado. Pode-se fazer o download da sua edição completa pelo Youtube.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Refletindo um pouco sobre as pessoas acima da média

Quando me aventurei a estudar pessoas que demonstram diferencial em uma ou várias áreas do conhecimento humano, as características que mais me chamaram a atenção, logo de começo, foram a concentração que empregam em seus estudos e experimentações, a dedicação empregada, o compromisso com o que estão fazendo, a persistência em atingir seus objetivos (apesar das adversidades) e a continuidade no raciocínio e nas descobertas. Tudo isso parece ser alimentado (e guiado) por uma motivação constante, alimentada, por sua vez, pela ampliação do saber, por novas descobertas.

É notável o foco em algum assunto ou experimento. Há como que uma mobilização de toda (ou pelo menos de grande parte) atenção possível para penetrar as nuances do saber em pauta, destrinchando segredos das leis da natureza ou mesmo criando novas perspectivas de observação dos fenômenos da vida.
Há também - e isso não pode ser descartado - inúmeros fatores estimulando o indivíduo a se dedicar e a continuar em suas atividades, que vão desde objetivos pessoais, até exigências socioculturais para ter acesso a uma maior qualidade de conhecimento. O prazer em descobrir, ter um desempenho significativo na escola,  ser aprovado em um curso desejado numa Universidade de qualidade, senti-se projetado pessoal e profissionalmente, etc.

Outros dois fatores não menos importantes que contribuem bastante para o sucesso de pessoas acima da média é o apoio da família e do Estado. Hoje se sabe que a capacidade superior de uma pessoa não pode ser deixada por ela mesma, como se uma criança, por exemplo, avaliada como acima da média tem condições de, sozinha, desenvolver seu potencial com um mínimo de interferência da família e dos profissionais que a cercam. Pelo contrário, a família e a sociedade precisam intervir para orientar e dar condições materiais e psicológicas. A dotação e o talento precisam de apoio, e tal apoio precisa ser firme e fundamentado.

Um exemplo interessante das características inicialmente citadas e de apoio familiar (menos do pai) e da escola é o de Mariana Silva Vilas Boas. Li pela primeira vez sobre esta jovem num artigo da revista Isto É, de 7 de Março de 2012. Marcou-me principalmente a sua persistência nos estudos e realizações, apesar de várias adversidade, estas podendo ser motivo de desistência para aqueles que possuem ânimo frágio.

Primeiramente, as condições financeiras nada favoráveis para ter acesso a uma educação de qualidade. Aproveitou oportunidade de ganho de bolsa para estudar numa escola particular e foi bem-sucedida. Primou por "segurar" o benefício, conseguiu obtendo boas notas. Permitiu-se ampliar seus horizontes e sonhar com uma futura carreira na medicina e com muito "suor" conseguiu. No fim das contas, passou em nove Universidade públicas. Optou cursar medicina na USP.

Sua trajetória denota firmeza de objetivo, uma forte motivação para alcançá-lo, compromisso com o seu sonho e com o conhecimento e continuidade em suas atividades escolares. Logicamente, há todo um apoio necessário de pessoas da família e da própria instituição escolar na qual estudou. Como também a presença de um fator (inclusive exposto no artigo da citada revista) importantíssimo: o da mudança de mentalidade que vem ocorrendo com a juventudo atual: a de que pode almejar uma educação superior, não importando a classe social de origem.

Embora haja ainda sérias lacunas a serem preenchidas pela Educação pública (condições físicas precárias, serviço deficitário de distribuição de internet banda larga, recursos não repassados para investimento nas escolas, baixos salários para os profissionais que trabalham direta ou indiretamente com a educação, distância ainda persistente entre escola-família, etc), está acontecendo uma revolução no pensamento dos estudantes de hoje. Estes estão tendo maior acesso à cultura e suas práticas. Estão adquirindo, com isso, maior poder de raciocínio e melhores condições de auto-valorização. Percebem-se, com isso, mais capazes de fazer projetos a curto, médio e longo prazos. Estão melhorando sua auto-estima.

Claro que, repito, falta muito para melhorar o quadro da educação pública, mas a mudança está acontecendo e as pessoas que demonstram capacidade acima da média em algum domínio (ou alguns domínios) humano tendem a se beneficiar com os avanços (por mais que sejam incipientes) e estão começando a mostrar seu forte potencial de superação, transformação e (auto) motivação.

Um toque pessoal...


Desde que comecei a gostar de estudar, iniciei minha jornada de entender o mundo por outras perspectivas. Primeiramente, percebi-me com mais valor enquanto ser humano. Não querendo afirmar que quem não gosta de estudar não tem o seu valor. Não é isso. Todo ser humano tem seu valor. No meu caso, pelos estudos cresci em valor. Isso porque descobri, finalmente, qual era o meu ponto forte, o que mais me dava prazer e ânimo na vida.

Nessa mudança de ponto de vista, há outra que foi acontecendo, não necessariamente em paralelo. Mas, até certo ponto, permeou o processo: foi o sentido de DESOBRIGAÇÃO em estudar. 

Normalmente, o indivíduo, notadamente em sua fase escolar, tem nos estudos uma obrigação, um dever a cumprido para chegar a resultados satisfatórios, quando condições como dedicação, compromisso e apoio escola-família estão sendo levadas em consideração. No meu caso, houve algo diferente: essa obrigatoriedade foi dando lugar a um tipo de "Prazer", a gosto contagiante pelo saber, pela aprendizagem, pelo entendimento.

Logicamente que a questão da obrigatoriedade é importante, ela é mesmo necessária para, dentre outras razões, até para impulsionar (se bem compreendida e bem dosada) o indivíduo e a própria sociedade ao progresso, tanto em termos de conhecimento, quanto em moralidade.

Entretanto, ao mesmo tempo que o gosto pelos estudos se tornava patente e significativo, percebi que possuía também uma profunda lacuna em minha formação escolar. Não porque tenha estudado em escolas de baixo nível. Não é o caso. Mas simplesmente em razão de não ter interesse nos estudos. Não sentia motivos reais para me dedicar ao conhecimento. Tinha motivos, porém, não os sentia, não os apreciava.
Iniciou-se um período para suprir as deficiências escolares, principalmente porque estava em período de término do ensino básico. Isso mesmo! Quando tomei gosto pelos estudos, já estava cursando o pré-vestibular e precisava agir logo, pois iria ter que frequentar as salas escolares, ou mesmo de cursinhos durante muitos e desanimadores anos!

"Me virei", literalmente. Li o que pude. Tentei preencher as lacunas que pude. Depois de dois anos, a Universidade! Optei pelo curso de Pedagogia, não só em razão de ter sido uma forma mais fácil de entre num curso superior (no meu tempo, a concorrência era baixíssima), mas por alimentar um desejo de conhecer mais as disciplinas e de ajudar os jovens, através do ensino, perceberem seus talentos e a desenvolvê-los, superando obstáculos do dia a dia.

Foi na Universidade que a minha motivação pelo conhecimento "explodiu", aumentou consideravelmente. Minha curiosidade, principalmente pela Filosofia (cursei a disciplina Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação I e II) e pela psicologia humana, cresceu consideravelmente. E nesse processo, interessei-me pelo que é hoje um dos meus principais foco de estudos: pessoas dotadas e talentosas.

Ainda incipientes, todavia ganhando maiores proporções, meus estudos estão ganhando continuidade e adentro mais e mais o tema. Pessoas dotadas (por muitos estudiosos chamadas de superdotadas) e talentosas, acredito, tem muito a ensinar a todos nós. A dedicação que demonstram em relação ao seu objeto de interesse, a concentração e o nível superior de qualidade em suas produções (escolares, acadêmicas ou informais), são-lhes marcantes e uma fonte de inspiração a todos que buscam o saber e um condição melhor de se relacionar com o outro e com o mundo.

Entrei, pelas leituras e pela observação direta, em contato com personalidades de tirar o fôlego! Pessoas "fora do comum", acima da média, algumas das quais se perdendo no Sistema Público de Ensino, seja por não se ter professores capacitados para identificá-las, seja (também) por falta de estrutura adequada para oferecer um suporte didático mais adequado, seja (também) por não haver uma parceria entre escola-família-sociedade (comunidade) para um trabalho conjunto, unificado.

Vi muito se trabalhar a deficiência do aluno, mas não a eficiência. Percebi que a escola, notadamente a pública, preocupa-se bastante com as dificuldades dos estudantes, e não adequadamente com seus pontos fortes. Imagine-se quando isso está relacionado com estudantes dotados e talentosos. Eles se perdem num "mar" de obscuridade e desinteresse em relação ao seu potencial.

Por esses e outros motivos que criei este blog. Através dele, desejo, como falei em minha primeira publicação, quero divulgar os feitos de pessoas que se dedicaram, e se dedicam, ao conhecimento e ao próprio ser humano, inclusive abrindo espaço de discussões sobre pessoas dotadas e talentosas, seu "jeito de ser", teorias que explicam sua capacidade superior de aprendizagem e produção, como também proporcionar um ambiente em que se converse sobre as contribuições que oferecem à sociedade.

Bem, amigos leitores, vamos a mais exemplos!

Boas leituras!

Alan Nasser - O Pesquisador

domingo, 14 de abril de 2013

Uma grande inspiração!

Em maio de 2012, saiu um artigo na conceituada revista Época sobre Tábata Amaral de Pontes, um motivo real de inspiração para nós brasileiros, especialmente para a juventude. Com muita dedicação, inteligência e disciplina, conseguiu vencer obstáculos de várias ordens para chegar onde chegou: Universidade de Harvard! Com o seu carisma, conquistou a simpatia de diversas pessoas, muitas das quais foram bastante importantes para estimulá-la a persistir nos estudos e na decisão de cursar Física fora do Brasil.
Para mais informações, sugiro acesso aos seguintes links:


1. Artigo da revista Época (resumo): acesso aqui.
2. Entrevista realizada em escritório de advocacia:
Tábata - parte1Tábata - parte2Tábata - parte3Espero sinceramente que as informações acima sobre Tábata possa inspirar a todos que leram, e principalmente sejam estimulados a realizarem seus sonhos, embora os obstáculos que a vida coloca a frente para nos ensinar a termos força de vontade, dedicação, persistência e confiança em nós mesmos e no outro.
Abraços!
Alan Nasser

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aprovado em Harvard!

Bem, desejo começar por uma história que penso ser bastante interessante de um rapaz que, por seu esforço e foco nos estudos, pela dedicação de sua mãe e pela influência de seu pai (professor de espanhol), conseguiu ser aprovado numa das universidades norte-americanas mais conceituadas do mundo: Harvard!

Convido a todos a assistirem os dois vídeos aqui sugeridos, na verdade duas reportagens feitas por emissoras de TV diferentes.

Infelizmente, houve problemas na postagem dos vídeos. Mas abaixo estão os links.


O que mais me chamou a atenção, foram três momentos:

1º. O discurso da mãe, revelando a sua dedicação em prol do filho, tendo como estratégia para mantê-lo numa boa escola sendo vendedora de bolo e outras guloseimas. Não é o fato de vender algo, mas do objetivo traçado por ela que me tocou.;

2º. O discurso do pai, expressando sua convicção em relação à Educação, sendo esta, na sua opinião, a maior herança que se pode deixar para um filho. Concordo plenamente com esse ponto de vista. Dinheiro se vai; imóveis se deterioram com o tempo; mas a educação, o conhecimento e a experiência permanecem e se aperfeiçoam com o passar do tempo.

3º. Os relatos feitos sobre o próprio João Henrique, falando de sua personalidade de dedicação, de foco, de altruísmo e de participação, tanto em projetos escolares, quanto de natureza solidária.

Desejo que todos tenham boas reflexões sobre os vídeos e aguardo comentários.

Abraços!


Fazendo a diferença...

Primeiramente, seja(m) bem-vindo(s)! Possa este blog não só servir de pesquisa para usuários da Internet, mas também, e principalmente, contribuir com o seu conteúdo para o crescimento pessoal de cada um que acesse o seu conteúdo.

A algum tempo venho lendo e assistindo a vídeos sobre pessoas que, de uma forma ou de outra, vem fazendo a diferença em uma ou outra área do conhecimento humano, particularmente na área academico-escolar. Resolvi então criar este blog para compartilhar com todos aqueles que se interessam pelo tema, ou mesmo possa vir a se interessar. Na verdade, é mais um desejo de divulgar o esforço de pessoas que levaram a frente seus sonhos de crescer academicamente, atingindo níveis cada vez mais altos de entendimento do mundo e de si mesmas, procurando não parar de se aperfeiçoar, embora tendo a frente obstáculos diversos.

Alimentarei este blog semanalmente, pois não o posso fazer todos os dias, uma vez que tenho atividades profissionais e familiares para 'dar conta'. Procuro sempre digitar informações somente após cuidadosa pesquisa sobre o que quero expor e tendo o cuidado de não postar textos que venham a prejudicar, de alguma forma, seja o leitor, seja o personagem de que eu esteja me referindo.
Pois bem, então boa leitura!